m 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".
Este filme nos remete a uma perspectiva de entendimento daquilo que realmente é importante para nossa sociedade, ao mesmo tempo que suscita a discussão se, enquanto pais, devemos decidir o futuro dos nossos filhos e até que ponto isso funciona satisfatoriamente para os dois lados.
Uma discussão que apesar de parecer antiga continua em voga nos círculos familiares, fazendo com que, algumas vezes, por questões envolvendo a tradição e a vaidade e outras por objetivos ambiciosos, acabam por fazer prevalecer o desejo familiar em detrimento a vontade do indivíduo. Uma fórmula que raramente produz profissionais satisfeitos.
Vale a pena conferir o trailer, uma história de imposição que nos faz repensar alguns métodos frequentemente utilizados, quase sempre, justificados pelo carinho, capricho e desejo de sucesso, mas em raras ocasiões produzindo o resultado esperado.
Uma certa vez Bob Marley cunhou a seguinte frase: "Todos caem, mas somente os fracos permanecem no chão".
Percebo que no mundo contemporâneo, a todo instante se diminui o espaço para sofreguidões, desesperos e despreparos, não aqui ignorando ou menosprezando as anomalias de viés patológico.
Mesmo assim, entendo que não devemos achar que não há mais espaço para o "sensível", pois, um mundo girando somente em torno da "razão" não é garantia de qualidade e perfeição. Apesar de tudo indicar ser um caminho sem volta.....
A cada dia percebo, principalmente nos jovens, mais pragmatismo, mais objetividade e mais lógica, estando o "sentimento" perdendo o terreno que outrora dominara e sendo recluído em um cantinho do coração ou da mente.
Não sei até que ponto isso é bom e nem onde iremos chegar, mas o fato é que, assim como em tudo, o equilíbrio deve ser o norte das ações, para que, se for inevitável a queda, tenha-se a condição de se levantar com dignidade, sem maiores martírios para o nosso "eu".
É fato que o homem de bem, ou seja, o cidadão que paga corretamente seus impostos, deveria usufruir de forma mais justa daquilo que a própria constituição lhe garante, dignidade. Não é bem o que acontece!
Voltaram as chuvas e com elas a repetição das tragédias.
Lamento, mas quando vejo o nosso governador e os respectivos prefeitos falarem com a voz embargada sobre as mortes decorrentes em vários municípios do Rio de Janeiro, me sinto enojado.
Se eles não são os únicos, não deixam de ser os principais responsáveis pela perda de diversas vidas.
Excelências, por favor, parem um pouco com a demagogia e com essas lágrimas de crocodilo, deixem de alimentar a miséria que lhes beneficia e sejam nobres o bastante (coisa rara para com o povo) para chorar somente quando houver vontade, pois só com esta atitude já estarão nos fazendo um enorme favor e pelo menos não estragarão o nosso jantar, de novo.
Nem sempre conseguimos ser fiéis aos nossos princípios. Não raramente nos pegamos praticando coisas que, até então, afirmamos jamais fazer. Esse é o ser humano, o homem, o social.
As maiores verdades de hoje, amanhã poderão não passar de simples divagações. O que seria uma afirmação irrefutável, de um momento para o outro, pode não fazer mais sentido.
Digo isto porque, apesar de ser fruto do meio social, sou contra a maior parte das convenções que se impuseram em nosso dia a dia. Datas comemorativas, religiosas, nacionais e etc, atribuo muito pouco valor a qualquer uma.
Entretanto, existem coisas que são mais fortes que nossas convicções. Dentre estas, podemos mencionar o desejo, não puro e alienado, mas carregado de amor!
Quando a gente ama de verdade, somos capazes de tomar atitudes que a nossa razão sempre duvidou, como por exemplo, desejar diariamente a mesma mulher.
Hoje me sinto assim, com o coração maior que o pensamento racional, com o emotivo se sobrepondo ao empírico, com o desejo acima da lógica. Mas isso não é gratuito, existe um motivo insuperável, tenho uma namorada, uma esposa e uma amante que se personificam numa única pessoa, e me proporcionam todas essas variações, sempre de forma intensa.
A minha mulher, a minha fonte de energia, a minha Preta!
Muita saúde, paz e sucesso para você!
Te quero muito!
Muito provavelmente se hoje, o então Deputado Federal pelo PPS RJ, Stepan Nercessian me encontrar, não saberá meu nome ou quem sou. Mas isso é o que menos importa porque o que quero dizer aqui em nada tem a ver com minha identificação, mas lamentar o fato ocorrido recentemente com o Nobre Parlamentar.
Conheço o Stepan de encontros nos corredores e elevadores, pois durante muito anos, acho que mais de dez, ele foi presidente do Sindicato dos Artistas que funciona no mesmo prédio onde trabalho.
Nunca tive maiores intimidades com ele, no entanto sempre admirei sua postura tanto como político, desde quanto se elegeu vereador pela primeira vez, quanto como ser humano, pois até hoje é quem coordena o Retiro dos Artistas, que presta assistência de todo tipo aqueles profissionais do meio que se encontram em situação de desespero, abandono e pobreza extrema.
Fui lamentavelmente surpreendido quando li no jornal que o Stepan conhecia Carlinhos Cachoeira de longa data, pois se não me engano, os dois são filhos do Estado de Goiás. Se fosse só isso não haveria problema algum, pois o fato de ser da mesma cidade que o bicheiro não significa necessariamente nada.
Porém, quando fiquei sabendo que ele tomou R$ 160.000,00 emprestados para viabilizar a compra de um apartamento, percebi que a relação entre ambos ia além cada conterraneidade.
Mesmo assim, não considero que Stepan seja um apologista do crime ou um aliado da contravenção. Acho, de verdade, que ele cometeu um "ato falho", e certamente pagará um preço por isso.
Seria injusto colocar Stepan no mesmo nível de cinismo do Senador Demóstenes Torres (DEM-GO), são situações completamente diferentes.
Mostrando o bom caráter que possui Stepan declarou que pretende abandonar a política, uma vez que não mais conseguirá ter a "cara de pau" de pedir votos.
Penso que todos nós temos direito a erros e deslizes, e até onde sei este foi o primeiro cometido por ele. Não sei o que o PPS irá fazer, mas acho que não deve haver radicalização. Acredito que o Stepan ainda tem muita coisa boa para oferecer ao país e, ao que percebo, a pior punição que ele poderia receber, sua consciência está se encarregando de executar.
Nunca votei no Stepan, mas, se for o caso dele precisar se reerguer, assim
farei, pois acredito no homem que é.
Até que se prove o contrário, como homens, somos falíveis, e os primários, em minha concepção, são merecedores de nova oportunidade.
No final da semana passada eu e a minha esposa resolvemos comprar passagens para desfrutar de alguns dias na bela São Luiz (Maranhão). Como sempre fazemos, eu fico com a responsabilidade do deslocamento e ela se encarrega de escolher o Hotel.
Por ter milhas acumuladas no programa Smiles da Gol, achei que seria uma boa hora para utilizá-las, até porque algumas já estavam bem próximas de expirar. Por coincidência a dita companhia aérea estava fazendo uma promoção de milhagens reduzidas para trechos no Brasil e na América do sul. Pensei comigo, beleza, cheguei na hora certa.
Doce ilusão, começou aí o meu calvário!
Não havia um voô sequer para São Luiz que estivesse contemplado com a dita promoção, mesmo eu estando dentro do período estipulado para usufruir tal benefício. O que encontrei foi uma enganação que chegou ao cúmulo de oferecer as tais milhas reduzidas complementadas por um valor em dinheiro que simplesmente, a quantia por si só, era o dobro do que a TAM cobrava para o mesmo destino, no mesmo dia e horário, sem nenhum tipo de complementação.
Fiquei uma fera, me senti um idiota completo, precisava descarregar minha ira. Liguei para o SAC e expus minha indignação. Só piorou a situação, pois o atendente falava como se estivesse ligado a uma tomada, sem nenhuma emoção, sempre repetindo que as regras eram aquelas e que ele nada podia fazer.
Tomei aquele atendimento como um segundo insulto. Peguei o protocolo e sem voltar com o telefone para o gancho liguei imediatamente para a ANAC.
Para meu espanto, sendo 21:00 de um sábado, a ligação foi rapidamente completada e fui atendido por um gentleman de fazer inveja a qualquer Lord Britânico. Ele pacientemente ouviu todas as minhas lamúrias e ao final do relato, muito educadamente, solicitou meus dados pessoais e perguntou se eu queria formalizar uma queixa. Prontamente eu disse que sim. Ele me pediu que repetisse todo o ocorrido de forma pausada para que pudesse fazer o registro. Finalizado o relato, sugeriu de maneira elegante para eu aguardar que as providências seriam tomadas. Agradeci pela sua educação e me despedi com um boa noite aliviado, mas, sem esperar que rendesse alguma coisa.
Fui surpreendido positivamente. Na terça feira me ligou uma senhora esbaforida se identificando como do setor de relacionamentos da Gol. Bastou eu confirmar minha identificação para ela começar a se desculpar pelo ocorrido, dizendo que iria resolver o meu problema. Francamente, não acreditei! Ela me perguntou se eu ainda estava disposto a viajar e como afirmei que sim, me pediu quarenta minutos para retornar a ligação. Novamente não acreditei e novamente me surpreendi.
Não é que antes dos quarenta minutos ela me ligou já com as reservas feitas, querendo só o meu "de acordo" para fechar as passagens? Por alguns segundos fiquei mudo ao telefone, sem acreditar no que estava ouvindo. Dei o ok! e ela disse que eu viajaria para São Luiz no dia e horário previamente por mim agendado, sem nenhum custo, apenas utilizando minhas milhas. Desconfiado, pedi para que me mandasse a confirmação por e-mail. e ela respondeu com uma voz de satisfação "já enviei Sr Claudio". Fui de pronto conferir, e não é que enviou mesmo?
Quem diria, a ANAC, que de tanto eu ouvir falar mal, não depositava nenhuma credibilidade, funcionou, e muito bem!
Não sei os argumentos que ela utilizou, mas seja lá quais tenham sido, a GOL, até por eu estar em minha razão, acatou a reclamação e acabou me atendendo satisfatoriamente sem maiores obstáculos.
O sofrimento poderia ter sido menor se houvesse mais transparência e respeito com o consumidor desde o início. Pois ficou provado que a GOL estava se utilizando de uma propaganda que não correspondia ao que realmente era ofertado, porém, quando somos conhecedores dos nossos direitos e não nos deixamos enganar, fica muito mais complicado de se obter vantagens sobre o cidadão de bem.
Nem tudo no Brasil está perdido. São Luiz, me aguarde!
Devemos estar atentos, pois nem sempre o que vemos, na verdade, é o que é! Em determinadas situações somos convencidos de que a realidade está a nossa frente, mas basta nos voltarmos para uma observação por um outro prisma, ou identificarmos algo de diferente, que muito provavelmente teremos uma percepção adversa ao que os olhos simplesmente conseguem ver.
Os (as) cafajestes desempenham muito bem esta parte nefasta da arte de iludir!