sábado, 27 de julho de 2013

V de Vingança (EUA-2006)

V de VingançaEm uma Inglaterra do futuro, onde está em vigor um regime totalitário, vive Evey Hammond (Natalie Portman). Ela é salva de uma situação de vida ou morte por um homem mascarado, conhecido apenas pelo codinome V (Hugo Weaving), que é extremamente carismático e habilidoso na arte do combate e da destruição. Ao convocar seus compatriotas a se rebelar contra a tirania e a opressão do governo inglês, V provoca uma verdadeira revolução. Enquanto Evey tenta saber mais sobre o passado de V, ela termina por descobrir qual é o seu papel no plano de seu salvador para trazer liberdade e justiça ao país.
A pergunta que se faz após assistirmos a esta excelente obra, apesar de ser quase um jargão, mas que se aplica em gênero número e grau neste momento, é a seguinte: A vida imita a arte ou a arte imita a vida?
A história, mesmo sendo uma ficção, tem um viés politico extremamente forte e não por coincidência versa sobre as manobras governamentais na Inglaterra da época, que procuram empurrar para debaixo do tapete as suas sujeiras, bem semelhantes as que temos por aqui.
Nunca estivemos num momento tão apropriado para assistirmos a este grandioso triler, que, por coincidência ou não, no momento de seu lançamento, não teve a divulgação comercial que deveria.
O fato é que para quem deseja entender o sentido mascarado dos "anonimous", tão marcantes nos recentes manifestos populares ocorridos no Brasil, não deve deixar de ver este maravilhoso filme,
composto de ação e ficção na medida certa, pois não se desfoca do seu objetivo em nenhum momento, nunca esteve tão próximo da nossa realidade como agora.

domingo, 21 de julho de 2013

Antes que o DIABO saiba que você está MORTO (2007 - EUA)

Antes que o Diabo Saiba que Você Está MortoNova York. Andrew "Andy" Hanson (Philip Seymour Hoffman) é um viciado em drogas cuja carreira de executivo está desmoronando. Para se livrar de uma auditoria, que demonstrará graves problemas na sua área, convence o irmão Hank (Ethan Hawke), que também tem problemas financeiros (deve três meses da pensão da sua filha, cuja guarda está com a ex-mulher), a assaltar a joalheria dos pais deles, Charles (Albert Finney) e Nanette (Rosemary Harris). O plano parece fácil, pois eles conhecem bem o funcionamento do lugar. Na hora da ação, os dois esperavam encontrar apenas uma idosa funcionária, mas é a mãe que aparece de surpresa. O cúmplice de Hank é morto, mas antes acaba ferindo-a tão gravemente que ela, apesar de não falecer, é considerada clinicamente morta. Charles jura se vingar a qualquer custo dos culpados, sem saber que está à caça de seus próprios filhos. Agora os dois irmãos precisarão lidar com as repercussões do seu trágico plano.
Sem sombra de dúvidas é um dos mais bem montados enredos desenvolvidos para um filme, onde se consegue concatenar simetricamente um drama impressionante envolvendo traição, personalidades, adultério, drogas e vidas completamente envolvidas com problemas financeiros e familiares.
Ao contrário do que se possa imaginar, a trama não se traduz em violência gratuita, as cenas são na medida exata para contar uma história a qual cada sequência não nos permite ter a menor ideia do que virá adiante.
Como disse Roger Ebert do Chicago Sun Times "...este filme gruda em você..".
Vale a pena assisti-lo, pois dificilmente se algum de nós ainda não se viu ( e tomara que não se veja) certamente conhece alguém que passou por semelhante situação em maior ou menor grau.

domingo, 30 de junho de 2013

Lua de Fel (1992 - França)

Lua de FelUm casal de ingleses, Nigel (Hugh Grant) e Fiona (Kristin Scott Thomas), embarcam num cruzeiro marítimo onde conhecem a sensual Mimi (Emmanuelle Seigner), uma francesa casada com o americano Oscar (Peter Coyote), homem preso a uma cadeira de rodas. Ao notar o interesse que Nigel sente por Mimi, Oscar resolve contar sua história com ela, como se conheceram e se amaram loucamente até a paixão doentia se transformar em um ritual de humilhação.
Uma história de sedução, amor, sexo, traição e tragédia. Componentes que formam o ingrediente perfeito para este excelente filme, mais atual do que nunca.
Ao retratar a vida distinta de dois casais que pelo destino acabam  se encontrando, Roman Polanski consegue desenvolver uma trama cheia de surpresas e sensualidade que acaba por unir percepções aparentemente opostas sobre a (in)fidelidade conjugal.
Com uma forte dose de libertinagem, porém, sem partir para a vulgaridade, a obra nos remete a refletir sobre situações do cotidiano as quais, dificilmente, em algum momento deixamos de nos identificar, pois o enredo é super contemporâneo e os valores abordados em relação ao convívio a dois estão mais do que presentes, em maior ou menor grau, dentro de todos nós.

domingo, 23 de junho de 2013

Nos entendemos?

Realmente não há como deixar de se surpreender com as manifestações de rua ocorridas nos últimos dias. Parece-me que havia um sentimento de indignação recolhido, que buscava havia tempo, um motivo realmente forte para se exteriorizar, que, certamente, não foram os R$ 0,20 de aumento nas passagens de ônibus.
Como tenho dito em vários momentos, o Brasil, ao meu ver, vive uma crise de identidade que mais hora, menos hora, viria a tona, e veio.
Desde a transmissão do cargo de Presidente de FHC para Lula, pairava uma certa desconfiança no ar sobre o que poderia acontecer ao país. Naquele momento fiquei meio recluso, pois torcia para que tudo desse certo e fosse feito do jeito que o PT apregoava a pelo menos vinte anos, mas, logo nos primeiros meses a sensação de que as coisas não ocorreriam como previsto, começou a ficar mais forte.
Perdi a conta de quantos protestos participei em favor da democracia e moralização do país. Desde a mobilização pelas "diretas" que reuniu mais de um milhão de pessoas na Avenida Presidente Vargas até o "fora Collor", onde o destaque foram os "caras pintadas", sempre capitaneados pelo Partido dos Trabalhadores.
Fernando Collor caiu por meio do impeachment, assumiu seu vice Itamar Franco, que em banho-maria preparou o caminho para o lançamento da candidatura de seu então ministro da fazenda, Fernando Henrique Cardoso.
Por dez anos, tivemos no Brasil um governo neo-liberal, que para muitos significava a predominância do capitalismo sobre o tão cultuado socialismo que, segundo os mais radicais, acabaria por fim com a possibilidade de aproximação das classes sociais.
Naquele momento a dinâmica do PT se mostrava cada vez maior, apesar das sucessivas derrotas de Lula nas urnas, e começamos a perceber que apesar das forças antagônicas não tardaria muito para que a esquerda assumisse o país, dada a insatisfação popular.
O PT sempre foi tido como uma partido diferenciado, onde as palavras de ordem eram, ética na política, civismo, moral, amor a pátria e igualdade social. Isso, repetido ao longo dos anos, fez com que a sociedade mais esclarecida começasse a se render aos motes de mudança.
Nada mais coerente num país onde sempre houve o predomínio da burguesia, desde seu descobrimento, do que a ascensão política de uma pessoa do povo ao cargo mais alto de representante da nação.
Finalmente Lula foi eleito! A esperança se materializou e virou realidade.
Entretanto, passados os primeiros meses de euforia, comecei a perceber que as coisas não aconteciam como haviam sido ditas por longos anos.
O que se replicou durante ao menos duas décadas em relação a mudança que produziria um operário no poder, começou a virar frustração.
As evidências sobre demagogia, casuísmo, corporativismo, corrupção, paternalismo e controle da máquina estatal a todo custo, saim cada vez mais da esfera do pensamento para a prática do cotidiano.
O PT não tinha esse direito!
A sociedade que tanto relutou em colocá-lo no poder, mas acabou cedendo ao seu discurso de partido diferenciado foi descaradamente enganada e teve como triste surpresa o fato de descobrir que o Partido dos Trabalhadores em nada se destacava positivamente dos que estavam no poder anteriormente, ao contrário, chegava a ser pior, pois, se maquiou durante todo o tempo num discurso contrário a falta de transparência com que as coisas políticas eram feitas e, no entanto, conseguiu negativamente, superar todos os métodos empregados, exemplo maior disso foi o mensalão.
O que percebemos nos Governos Lula foi uma falácia tamanha em relação aos principais problemas do país ao mesmo tempo em que se elaboravam meios de transformar a classe mais rasa da sociedade em eternos dependentes dos programas governamentais, através das esmolas em forma de bolsas, o que os tornariam eleitores fiéis do partido, uma vez que não se cobra nenhum esforço para tais benesses, basta ser miserável, sem educação e sem oportunidade ou mesmo indisposição para o trabalho.
Na macro economia não há como negar que se o País conseguiu algum tipo de avanço, deu-se isso, principalmente, aos métodos empregados pelo governo FHC, que saiu daquela fórmula desgastada dos pacotões, que em nada resolviam o problema e partiu para uma alternativa arrojada, de verdadeiro controle da inflação, acabando com o efeito ilusório das indexações ou gatilhos salarias que só serviram para piorar cada vez mais a imagem do país no contexto internacional. Surgiu uma nova moeda, o Real, e ao que parece, veio para ficar. Por isso, dentre outras coisas, Lula deve muitos agradecimentos a Fernando Henrique Cardoso.
Quando eleita, pelas mãos já enlamaçadas do seu antecessor, Dilma Rousseff nada mais era do que uma tarefeira pragmática, mas, a essa altura dos acontecimentos, isso era o que menos importava, pois quem estava se elegendo na verdade era novamente seu mentor. Como se diz na Umbanda, Dilma era apenas o "cavalo", o corpo. A alma ou o espírito continuava a ser do Lula.
Mas, como sabemos, o maior ódio é aquele que nasce do amor.
Por mais que ainda seja refém dos "miseráveis", que servem de sustentáculo para a politicagem reinante neste país, a sociedade esclarecida cansou!
Cansou de por longos anos ouvir discursos que não condizem com a prática, cansou de ir as urnas na esperança de melhorar o país, cansou de ser usada para atingir objetivos eleitoreiros, cansou da mesmice que se repete nos políticos, enfim, cansou de ser enganada.
A onda de protestos que hoje vemos nas ruas, ao meu ver, nada mais reflete do que essa indignação que vinha sendo guardada e tolerada até agora, que culminou e se externou com a priorização dos gastos elevadíssimos para as realizações da Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas, em detrimento ao bem estar social.
Num país onde ainda temos quase 50% dos domicílios sem saneamento básico. Num país onde o serviço de saúde é precário e excludente mesmo para aqueles que tem condições de obter um plano e principalmente para a massa que fica entregue ao serviço público. Num país onde a educação nunca foi prioridade a ponto de termos ainda um grande número de analfabetos. Num país onde o transporte público não funciona a contento, quando se tem, pois em algumas localidades ele sequer existe. Num país onde se tenta resolver a questão da violência por meio de programas e acordos que simplesmente não resolvem o X da questão... é inaceitável que se gaste tanto dinheiro com o "circo".
Onde vamos desaguar com os protestos atuais em contraposição aos métodos de governar e empregar o dinheiro público, só o tempo dirá, mas, uma coisa é fato, O Brasil não vai mudar, o Brasil já mudou, e a atual classe política está em polvorosa, pois, certamente, independentemente de partido, terá que se reinventar.
O resultado do que está acontecendo esperamos ver nas próximas eleições, mas, o melhor dos quadros seria, se pudéssemos, não mais tê-los como nossos representantes, ou ainda, simplesmente, que eles nos deixassem em paz.



domingo, 9 de junho de 2013

Faroeste Caboclo ( 2012 - Brasil)

Faroeste CabocloJoão (Fabrício Boliveira) deixa Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Ele quer deixar o passado repleto de tragédias para trás. Lá, conta com o apoio do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que mantém um emprego como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação marcada pela paixão e pelo romance.
Mas, para quem conhece a música que inspirou o filme ficou uma sensação de que faltaram muitas coisas à serem mostradas. Houve uma pincelagem dos trechos que ao meu ver não foram muito bem selecionados. É evidente que a essência da história foi preservada, teve início, meio e fim, e por isso acredito que tenha agradado mais a quem não vivenciou o ápice e o contexto temporal em que a canção foi escrita do que as "viúvas" do bom rock nacional.
Não estou dizendo aqui que o filme não merece méritos, ao contrário, recomendo a todos assistirem, porém minha expectativa foi relativamente frustrada exatamente pelo fato de, como já disse, algumas passagens não terem sido retratadas, o que, ao meu ver, fizeram a diferença no desenrolar da trama, na medida que impossibilitaram mais fidelidade a história musicada por Renato Russo.
Entendo que se fosse para jogar na tela a totalidade da música, provavelmente o filme teria umas quatro horas de duração, mas de qualquer forma ficou a sensação de "quero mais".
Quem viu "Somos tão Jovens" entende plenamente o que quero dizer, pois este retratou, mesmo que de uma forma um pouco mais romântica do que merecia, uma versão bem mais próxima da realidade daquele momento ímpar da musicalidade do país. Já "Faroeste Caboclo" deixou várias lacunas que dariam, sem exagero, um outro filme.
Mesmo assim vale a pena conferir, pois é uma produção nacional de excelente qualidade, com jovens atores interpretando de forma muito convincente os papéis que lhe foram atribuídos, além de sobretudo, fazer mais um registro importante sobre um dos maiores gênios da música nacional de todos os tempos e que, certamente, já entrou para a posteridade.

domingo, 19 de maio de 2013

Perdeu Playboy...!

Numa das minhas caminhadas esta semana na hora do almoço pelo centro da cidade, presenciei algo bastante lamentável: Duas crianças, que não tinham mais de doze anos cada uma, sentadas num dos bancos da Praça da Cinelândia, com uniformes da  Rede Municipal de Educação, cantando em alto e bom som, os chamados "Proibidões do Funk".
Não que isso seja alguma novidade para mim, mas de toda forma é difícil de me acostumar com esse tipo de situação.
Imagino que por trás dessas crianças deva haver um mundo muito particular que, antes se contentava em permanecer dentro das suas limitações geográficas e agora está ganhando espaço territorial.
O ponto crucial da questão é o seguinte: Se aquelas crianças que são estudantes estavam fazendo aquele tipo de apologia à bandidagem, indago sobre as outras que não estudam e vivem a serviço do crime.
Quando clamamos pela revisão do ECA, não estamos pedindo que isso seja feito de forma gratuita, mas que se estabeleçam critérios para avaliação de cada situação. Não vejo como pertinente a redução da maior idade penal, mais a veemente necessidade de se avaliar individualmente cada caso de delinquência. Não se pode colocar sob os mesmos critérios aqueles que se envolvem em delitos leves e os que praticam estupros, latrocínios, crimes com requintes de crueldade e etc......No entanto, não podemos continuar a assistir impunemente a essa situação de total descontrole por parte dos dirigentes e controle total pelo lado dos menores, pois eles conhecem o estatuto melhor do que muitos de nós.

Não é possível que nossos dirigentes não consigam perceber que as crianças estão mais integradas a sociedade cada vez mais cedo. Será que nenhum deles tem filhos, netos, sobrinhos.....?
Hoje, certamente o entendimento e a opção pela vida, marginal ou não, em sociedade, se dá muito mais cedo do que quando eu ou até mesmo meus filhos éramos crianças....Meu sobrinho de nove anos tem um uma capacidade cognitiva de entendimento das coisas que, provavelmente só adquiri bem mais tarde.

Não sou um pessimista nato, mas é difícil de acreditar que esses eventos que estão por vir, principalmente Copa do mundo e Olimpíadas, transcorrerão em clima de tranquilidade. Se no nosso dia a dia, por mais que se fale em pacificação das áreas violentas, não conseguimos ter esta percepção, fico imaginando para o turista que virá a trabalho ou a passeio, principalmente aquele que está habituado a viver uma outra realidade. Temos que tomar cuidados para que ao invés de nos promovermos mundialmente não paguemos um grande mico e viremos motivos de chacota pelo planeta a fora.
Já pensou o gringo ouvindo:  lost playboy!

domingo, 5 de maio de 2013

SOMOS TÃO JOVENS (2011 - Brasil)


Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do Punk Rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando surge a ideia, a partir de suas audições sobre o que acontecia principalmente no cenário musical inglês, de fundar a banda Aborto Elétrico, que se tornaria, posteriormente, a semente germinadora da Legião Urbana.

Sem nenhum exagero, quando saí de casa para o cinema, sem mesmo ter lido a crítica, já sabia, praticamente, com o que iria me deparar, pois não havia como se retratar aquele momento de forma muito diferente.
O filme é bastante comportado, e procura demonstrar o surgimento do movimento Punk Rock Nacional de uma maneira tranquila, sem no entanto deixar a desejar no contexto. É claro que sabemos que outros acontecimentos ocorreram e coisas mais pesadas faziam parte do cotidiano, pois estávamos em plena Ditadura Militar. Entretanto devemos entender que a intenção do autor foi relatar o modo como se deu esse movimento cultural, que mudou os rumos da música brasileira.
SOMOS TÃO JOVENS conta a história da formação do Legião Urbana, mas que a reboque não tem como deixar de mencionar o também surgimento de bandas como Capital Inicial, Plebe Rude e Paralamas do Sucesso.
A sintonia dos fatos é o ponto alto do filme, não há lacunas, é completamente concatenado, o que faz com que, mesmo o menor conhecedor do enredo, acabe não se perdendo com a narrativa.
Belo, honesto, emocionante e com um elenco a altura na interpretação de figuras altamente conhecidas de todos nós como o Dinho (Capital Inicial), Herbert Vianna (Paralamas do Sucesso), toda a turma da Legião e outros.
Enfim, para quem se interessa minimamente pela história da música nacional, é um programa obrigatório.
Em tempo: Gostaria de mencionar para as pessoas que não viveram intensamente aquele momento, que esta obra trata das bandas que surgiram a partir do movimento underground de Brasília, no entanto, esse mesmo movimento ocorreu em todo o Brasil, claro que com características diferentes, mas com a mesma ideologia, variando, naturalmente, nas atitudes e nas características locais. 
E outro ponto significativo que merece destaque, é que tão importante para a época, assim como os que aparecem na tela, foram as bandas radicais extremistas que tocavam músicas mais "violentas" e tinham um propósito mais definido o que não as possibilitou a compra pela mídia (a não ser pela inédita "Fluminense FM"), e nesse ínterim podemos falar de Cólera, Replicantes, Detrito Federal, Inocentes, Água Brava, Dorsal Atlântica, Azul Limão, Picassos Falsos, Garotos Podres, Gueto, etc...
O fato é que a partir de agora temos mais um registro da história dos movimentos musicais no Brasil. Um bom filme, sem dúvida, mas diga-se de passagem, retrata somente o lado politicamente correto daquele que talvez tenha sido o momento de maior ebulição da música jovem nacional, sem entrar no mérito de comparações com movimentos distintos, os quais não vivenciei.
Para quem estava no auge da adolescência/juventude nos anos de 1980, como eu, assistir a SOMOS TÃO JOVENS se torna quase um dever.